quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Início

A cor de mão dada com o nosso sentir e a nossa paixão neste espaço que hoje se acaba de criar e que é vosso. Para usar e abusar!

4 comentários:

  1. Caranguejo
    por Paulo Cardoso
    Planeta regente: Lua
    Planeta em exaltação: Júpiter
    Elemento: Água
    Qualidade: Cardeal
    Palavras-chave: tenacidade, emoção, família.

    O Caranguejo, que pertence ao elemento água, é protector, sensível, intuitivo, receptivo e fantasista.

    Uma das suas mais fortes características é servir de abrigo, de sustento, de âncora, de suporte e de refúgio para os outros.

    Os medos dos nativos de Caranguejo são motivados pela sua elevada emotividade, o seu fundo intuitivo, a sua vida interior, a sua infinita receptividade.

    Incansáveis lutadores pela defesa do seu património, associam a necessidade de segurança ao seu espírito combativo.

    A hospitalidade, a fidelidade, a memória e a vontade de sonhar chegaram a este signo e criaram raízes. A partir daí, os nativos deste signo passaram a gostar de conservar, a encher a casa de objectos, a idealizar situações e a proteger… mesmo aqueles que não lhes pedem protecção.

    A casa, a segurança e o instinto são alguns dos mais importantes alicerces da personalidade do Caranguejo. A sua receptividade transforma-se em grandes lagos de emoções.

    Ele tem espírito de clã, gosta de congregar os outros em seu redor e tem um forte sentido de hospitalidade. A sua casa dá-lhe segurança e representa também para os outros um refúgio seguro e acolhedor.

    Já tentou imaginar quais as partes da casa que têm mais a ver com este signo? Não? O Caranguejo está intimamente ligado ao lar, à família, à fecundidade, à sobrevivência. Daí que numa casa, a cozinha e a sala de jantar sejam referências muito especiais para ele.

    Os nascidos sob o signo de Caranguejo gostam de receber e proteger. São exímios nas profissões onde se alimenta, se apaparica

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  2. "ANGOLANO"


    Ser angolano é meu fado, é meu castigo
    Branco eu sou e pois já não consigo
    mudar jamais de cor ou condição...
    Mas, será que tem cor o coração?

    Ser africano não é questão de cor
    é sentimento, vocação, talvez amor.
    Não é questão nem mesmo de bandeiras
    de língua, de costumes ou maneiras...

    A questão é de dentro, é sentimento
    e nas parecenças de outras terras
    longe das disputas e das guerras
    encontro na distância esquecimento!

    Neves Sousa

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  3. "PRESENÇA AFRICANA"


    E apesar de tudo,
    ainda sou a mesma!
    Livre esguia,
    filha eterna de quanta rebeldia
    me sagrou.
    Mãe-África!
    Mãe forte da floresta e do deserto,
    ainda sou,
    a Irmã-Mulher
    de tudo o que em ti vibra
    puro e incerto...

    A dos coqueiros,
    de cabeleiras verdes
    e corpos arrojados
    sobre o azul...
    A do dendém
    nascendo dos abraços das palmeiras...

    A do sol bom, mordendo
    o chão das Ingombotas...
    A das acácias rubras,
    salpicando de sangue as avenidas,
    longas e floridas...

    Sim!, ainda sou a mesma.
    A do amor transbordando
    pelos carregadores do cais
    suados e confusos,
    pelos bairros imundos e dormentes
    (Rua 11!...Rua 11!...)
    pelos meninos
    de barriga inchada e olhos fundos...

    Sem dores nem alegrias,
    de tronco nu e musculoso,
    a raça escreve a prumo,
    a força destes dias...

    E eu revendo ainda, e sempre, nela,
    aquela
    longa história onconsequente...

    Minha terra...
    Minha, eternamente...

    Terra das acácias, dos dongos,
    dos colios baloiçando, mansamente...
    Terra!
    Ainda sou a mesma.
    Ainda sou a que num canto novo
    pura e livre,
    me levanto,
    ao aceno do teu povo!

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  4. Não percebi muito bem esta coisa da "Luna", como é? Vou ficar referenciada assim? Seja como for. Se a rosa tivesse outro nome, não deixaria de ser rosa, pois não? Por isso, um nome não significa grande coisa. Se for Luna, que seja, se estou a usar o nome de outra pessoa que já cá ande, peço desculpas e garanto que não é intencional.
    A minha desculpa foi não ter resistido a este belíssimo poema, julgo que da Alda Lara com que a manuela brindou este espaço.
    Adorei relê-lo e sentir-me transportada não só no espaço para as terras de Angola, mas também no tempo... ao tempo das acácias em flor e das casuarinas esguias e tímidas que seguravam as areias do "meu" deserto distante.
    Obrigada por este cheirinho de passado feliz, manuela.
    A gente vai-se vendo por aí.
    fl

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